terça-feira, 8 de março de 2016

Adeptos do 'body modification' levam o próprio corpo ao limite da transformação

Recordista mundial de piercing nasceu no Brasil e mora na Escócia.

Veja também o homem-tigre, o homem-lagarto e o homem-zumbi.

A visita da artista performática francesa Orlan ao Brasil reacendeu a polêmica que ela mesma provocou no início dos anos 90, ao transmitir ao vivo pela TV as cirurgias que modificaram seu rosto – incluindo o implante de um par de chifres na testa. Enquanto os médicos cortavam sua pele, Orlan fazia pinturas com o próprio sangue. A artista veio ao país para um ciclo de palestras sobre “arte carnal” em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.

Modificar o corpo com adornos, pinturas, perfurações, implantes, deformações ou mutilações faz parte dos hábitos e tradições dos mais diferentes povos, de africanas pescoçudas e índios brasileiros “bocudos” a velhinhas chinesas com pés de boneca – foi moda durante muito tempo na China enfaixar os dedos virados para baixo desde a infância para o pé parecer menor.

Hoje, com a explosão das tatuagens e piercings, homens e mulheres de todo canto do planeta se sentiram motivados a modificar seus corpos radicalmente. Reunimos imagens de pessoas que, de tão “tunadas”, já nem parecem seres humanos.

 Homem-lagarto 



Erik Sprague quer virar um lagarto. 

Este é Erik Sprague, um americano de 36 anos. Em 1999 ele abandonou o doutorado em filosofia para se dedicar à carreira de artista performático em tempo integral. Erik se transformou no Lizardman – O Homem-Lagarto.

Ele calcula já ter passado 700 dolorosas horas nas mãos dos tatuadores.

Outras marcas registradas do Homem Lagarto são os chifres de teflon implantados sob a pele das sobrancelhas, a língua partida e os dentes lixados. Lizardman é casado



O neozelandês Lucky Diamond Rich entrou para o Livro dos Recordes como a pessoa mais tatuada do mundo.

Depois de centenas de tatoos feitas por artistas de várias partes do mundo, ele decidiu pintar o corpo todo de preto – incluindo lugares sensíveis, como as pálpebras, a pele entre os dedos e a genitália.

Agora ele está fazendo tatuagens brancas sobre o fundo preto. Lucky faz malabarismos com serra elétrica e engole espadas.





Dennis Avner, o homem-tigre. 

Quando Dennis Avner nasceu, em 27 de agosto de 1958, ainda era fácil ver que ele pertencia à espécie humana.

Dennis é descendente de índios huron e lakota, da América do Norte. Seu nome indígena é Stalking Cat (“felino caçador”). Um dia, ele foi se aconselhar com um velho chefe huron, que teria dito: “Siga os caminhos do tigre”.

Dennis levou as palavras do sábio ao pé da letra e, com 23 anos de idade, iniciou sua fantástica metamorfose.

O ex-técnico de sonares da Marinha americana e programador de computadores celebra seus 50 anos bem perto de seu objetivo: ser um cruzamento perfeito entre homem e felino, incorporando o que cada um tem de melhor.





Brasileira é recordista de piercings.  A brasileira Elaine Davidson, que mora em Edimburgo, na Escócia, é a recordista mundial de piercings. Em maio de 2008, ela tinha nada menos que 5.920 deles espalhados pelo corpo.

Quando quebrou o recorde pela primeira vez, em maio de 2000, um representante do “Guinness, o Livro dos Recordes” constatou que ela tinha 462 piercinigs, sendo 192 no rosto.

Em agosto de 2001, ela foi examinada novamente: 720 piercings. Em 2005, o jornal “The Guardian” publicou que ela já tinha 3.950 peças. Hoje ela tem mais piercings na genitália do que em qualquer outra parte do corpo – 500, entre externos e internos.




Kala Kawai, o havaiano mutante.

Kala Kawai é conhecido como “o havaiano mutante”. O que mais impressiona nele são os chifres pontiagudos implantados na cabeça.

Diz a lenda que ele colocou os próprios piercings e partiu a língua ao meio com fio dental.

  




Paulie, o indomável. 

Esse rapaz atende pelo nome de Pauly Unstoppable (“Pauly Sem Parada”). Ele é britânico e tem 23 anos. Em entrevista à revista Bizarre, ele afirma ter colocado os primeiros piercings (na orelha) aos 7 anos de idade.

Aos 11, começou a pôr peças cada vez maiores na orelha. Nessa época perfurou o nariz com uma agulha de costura. Depois, sem utilizar equipamentos de hospital, fez cortes no próprio pênis.

Mas Pauly sobreviveu a isso e a um atropelamento, três paradas cardíacas, tiros, quedas facadas, overdoses e uma tentativa de queima-lo vivo numa briga.

  


O canadense 'Zombie Rick' quer virar um esqueleto humano. )
Esse aqui o leitor do Planeta Bizarro já conhece. O canadense 'Zombie Rick' já gastou o equivalente a R$ 13 mil para se transformar, por meio de tatuagens, em um 'esqueleto vivo'.

Ele pretende reproduzir em seu próprio corpo a imagem de um cadáver em decomposição.


Segundo o 'zumbi' canadense, o trabalho de tatuagem está 50% completo.







Alma Ferida

Alma ferida pelas negras lanças
Da Desgraça, ferida do Destino,
Alma de que a amargura téce o hymno
Sombrio das crueis desesperanças;

Não desças, Alma feita das heranças
Da Dôr, não desças do teu céo divino.
Scintila como o espelho crystalino
Das sagradas, serenas esperanças.

Mesmo na Dôr espera com clemencia
E sóbe á sideral resplandescencia,
Longe de um mundo que só tem peçonha.

Das ruinas de tudo ergue-te pura;
E eternamente, na suprema Altura,

Suspira, soffre, scisma, sente, sonha!

Cruz e Sousa


Alma de Rodenbach

Alma feita de sombra e silêncio, dispersos
Numa grande emoção de saudade perdida,
Que trazes minha vida e meus nervos imersos
Na cadência brumal de tua dor sofrida...

E no exílio de claustro em que vivo esta vida,
Pus-me então a sentir e a rezar os teus versos,
Alma sentimental de angústia dolorida,
Alma feita de sombra e silêncio, dispersos...

É de dentro de tua emoção que eu contemplo
E vejo que tua alma antiga me parece
Um órgão a cantar tôda a vida de um templo!

E, como refletida através de vitrais,
Bruges acinzentada e morta me aparece,

Espelhando o silêncio à tona dos canais...

Rodrigo Otávio Filho


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A Lenda do Negro D’Água



        Conta a lenda que o Negro D'água ou Nego D'água vive em diversos rios. Manifestando-se com suas gargalhadas, preto, careca e mãos e pés de pato, o Negro D'água derruba a canoa dos pescadores, se eles se negarem de dar um peixe. Em alguns locais do Brasil, ainda existem pescadores que, ao sair para pescar, levam uma garrafa de cachaça e a jogam para dentro do rio, para que não tenham sua embarcação virada. Esta é a História bastante comum entre pessoas ribeirinhas, principalmente na Região Centro-Oeste do Brasil, muito difundida entre os pescadores, dos quais muitos dizem já ter o visto.




         Segundo a Lenda do Negro D'Água, ele costuma aparecer para pescadores e outras pessoas que estão em algum rio. Não se há evidências de como nasceu esta Lenda, o que se sabe é que o Negro D'Água só habita os rios e raramente sai dele, seu objetivo seria como amedrontar as pessoas que por ali passam, como partindo anzóis de pesca, furando redes dando sustos em pessoas a barco, etc. Suas características são muito peculiares, ele seria a fusão de homem negro alto e forte, com um anfíbio. Apresenta nadadeiras como de um anfíbio, corpo coberto de escamas mistas com pele.


Fantasma do Martim Cererê



          Como toda boa cidade grande, Goiânia também é recheada de lendas urbanas. Se fala muito de túneis antiaéreos que correriam por baixo do Centro da cidade, sobre o Teatro Goi­ânia para abrigar um bunker contra ataques nucleares e muitas outras coisas. Uma delas é que o Martim Cererê seria assombrado. O cen­tro cultural abrigava caixas d’água, que após desativadas foram usadas para torturar presos durante a Ditadura Militar e nem to­das saíram vivas de lá. Funcionários e frequentadores dizem ver constantemente as almas dos torturados vagando pelos teatros em que se tornaram as antigas caixas d’água.



Alma de Rodenbach

Alma feita de sombra e silêncio, dispersos
Numa grande emoção de saudade perdida,
Que trazes minha vida e meus nervos imersos
Na cadência brumal de tua dor sofrida...

E no exílio de claustro em que vivo esta vida,
Pus-me então a sentir e a rezar os teus versos,
Alma sentimental de angústia dolorida,
Alma feita de sombra e silêncio, dispersos...

É de dentro de tua emoção que eu contemplo
E vejo que tua alma antiga me parece
Um órgão a cantar tôda a vida de um templo!

E, como refletida através de vitrais,
Bruges acinzentada e morta me aparece,

Espelhando o silêncio à tona dos canais...

Rodrigo Otávio Filho


Alvíssima

Como a Noite, Senhor,é linda
Com seus cabelos de luar...
Não chores mais, Lua bemvinda
Que me fazes também chorar...

Sorrisos do luar d'uma Caveira oca,
Sorrisos do luar enfeitiçando os brejos
Sorrisos do luar a angelizar a boca,
Sorrisos do luar onde escondi meus beijos...

Orações do luar dos lábios de nós ambos,
Orações do luar que os astros não rezaram,
Orações do luar a consagrar os tambos,
Orações do luar, das almas que noivaram.

Cabelos do luar, aveludados, frios,
Cabelos do luar em tranças latescentes;
Cabelos do luar — alvíssimas serpentes,
Cabelos do luar banhando-se nos rios...

Aromas do luar em revoadas francas,
Aromas do luar, a perfumar o céu...
Aromas do luar, sonâmbulos ao léu,
Aromas do luar, por noites todas brancas...

Brancuras do luar dispersas pelos montes...
Brancuras do luar — finos lençois de gelo...
Brancuras do luar, olhai o sete estrelo,
Brancuras do luar, a namorar as fontes...
        
Veludos do luar tecidos pela lua,
Veludos do luar, de lírios e de rosas...
Veludos do luar, ó vestes preciosas
Veludos do luar vestindo a noite nua...

Trémulos de luar — litanias peregrinas,
Trémulos de luar — ó harmonias cérulas,
Trémulos de luar, nas bocas aspérulas
Trémulos de luar, e lábios das boninas...

Tristezas do luar caindo-nos no peito,
Tristezas do luar, como um dobrar profundo...
Tristezas do luar anestisiando o Mundo,
Tristezas do luar, em lágrimas desfeito...

Lágrimas do luar da Lua aventureira,
Lágrimas do luar, da débil flor dos linhos...
Lágrimas do luar da mágua derradeira,
Lágrimas do luar, de moços e velhimhos...

Saudades do luar, na rama dos ciprestes,
Saudades do luar, há mochos a cantar...
Saudades do luar, são almas a chorar...
Saudades do luar, as podridões agrestes...

Velhinhos corações a verter sangue e máguas,
Velhinhos corações de mocidade negras,
Velhinhos corações — doridas toutinegras,
Velhinhos corações aos tombos pelas frágoas.

Vamos todos pedir à Lua sacrossanta
Na aspiração do Amor, na comunhão do Bem
Que o seu bendito olhar, o seu olhar de Santa,

Nos abençõe agora e para sempre amén!

José Duro